Biografia Marcelo d´Salete | Livro de visitas! | Enviar E-mail | indicar este site

 

26/01/10

Ilustração para um livro de contos sobre motoqueiros.

 

23/12/09

Mais uma imagem da HQ Presente. Já faz algum tempo que estou trabalhando com preto e branco. Esse novo álbum de HQ
deve ter uma forma de desenho mais coesa.

 

30/11/09

Taí mais um fragmento de uma nova HQ chamada, por enquanto, de Presente. Essa história, que tem cerca de 20 páginas, deve compor um álbum de histórias curtas. Ainda estou escolhendo o nome do album. MInha intenção é que ele possa ser publicado no próximo ano. Vamos ver se rola (isso quer dizer que vai depender de muita sorte e da conjunção positiva geral dos astros).

 

11/11/09

Semana passada estive presente no lançamento na HQMIX do livro Breganejo Blues do Bruno Azevêdo, da revista Graffiti 76% n.20 e do livro Saída 3 do Guga Achultze.O livro Breganejo Blues dispensa comentários, é ótima literatura. Eu já conheço a obra do Bruno há um tempo. A revista Graffiti tem trabalhos de uma galera grande de quadrinhistas brasileiros e estrangeiros bacanas. Vale a pena notar a HQ do Jozz e do Bruno lá.
Agora o livro do Guga, Saída 3, foi um outro achado a parte. A capa da publicação já havia me interessado. Quando vi o interior, notei que o traço do Guga é tão bom quanto o que ele conseguiu na capa. No mesmo dia comecei a ler. Minhas suspeitas estavam confirmadas, a narrativa desse artista mineiro também é excelente. Já tinha visto uma HQ dele na Graffiti n.19. Uma história bem humorada. Já na Saída 3, temos uma HQ de ficção, no melhor estilo.
O desenho é bem solto, sem muita precisão, trabalhando com manchas, texturas e planos. O Guga não exita em usar da melhor forma as possibilidades do computador. Amplia imagens, monta cenas, faz e refaz cortes. Essas são possibilidades que o computador dá que lembram os trampos de um quadrinhista brasileiro fenomenal que é o Theo Cordeiro. Quem viu os trampos do Theo na Front pode lembrar bem disso. Ainda no caso do Guga, esses cortes e recortes não apenas compõe quadros, mas principalmente atuam criando um ritmo de leitura muito especial para a narrativa. Confesso que talvez eu tenha me deleitado mais com a maneira desse mineiro de contar a história do que a história em si. Não porque a HQ não mereça, mas é que a habilidade visual do Guga foi tanta ali que chama a atenção. Ainda quero postar algo mais sobre esse álbum. Por enquanto, envio abaixo o texto que o Guga, atenciosamente, postou no blog dele sobre o livro Noite Luz (Marcelo d'Salete, ed. Via Lettera). Não deixem de ver o blog do Guga Schultze mais abaixo.

Marcelo d'Salete e os quadrinhos adultos

Guga Schultze, 10/11/09
Os desenhos de Marcelo d'Salete já tinham chamado minha atenção quando eu os vi na revista Graffiti 76% Quadrinhos. Há poucos dias, mais precisamente no dia seis deste mês, na HQMIX Livraria, em São Paulo, eu conheci o cara. Tive uma surpresa, rapidamente deletada, porque a princípio eu não associei o desenho, que eu julguei "europeu", com a figura do próprio Marcelo, um cara negro, simpático, discreto - aquela discrição que nada tem a ver com timidez, mas com auto-confiança - , que sorria educadamente mas tinha o olhar de um avaliador de arte profissional. Olhos que observam atenta e calmamente as coisas em redor.
E deve ser isso mesmo porque o desenho do Marcelo é uma síntese, muito esquemática e muito artística do mundo ao redor - ou do mundo que ele resolveu retratar, não importa. O que importa é que essa síntese só é possível com um poder de observação muito apurado. Já vi isso em outros raros artistas - me ocorreu agora um Flavio Colin como exemplo.
Alguém sugeriu Muñoz, o desenhista argentino, como parâmetro da arte do Marcelo. É, tem a ver. Mas ele me lembra mais Jacques Loustal, o francês meio solitário da antiga Metal Hurlant. Elegância e solidão, duas coisas que exalam dos desenhos de ambos. Apesar da temática, que é a realidade urbana brasileira da grande maioria desfavorecida - e que muitas vezes resvala para a marginalidade crua e simples - , a arte de Marcelo não é marginal. Marcelo dispensa, com muita propriedade, o fascínio infantil pela escatologia, que é a tônica de centenas de publicações "marginais" que pululam por aí.
Nada de cu-caralho-buceta-maconha-merda-fuder-tripas-vômito, o foco obssessivo, hedonista e raso na genitália do mundo, ou o foco - meio nauseante - do ególatra no próprio umbigo sujo. Aqui o cordão umbilical já foi devidamente cortado há muito tempo e o bebê chorão não existe mais. Existe a maturidade de um mundo adulto, a visão adulta desse mundo - mais contundente que o berreiro infantilóide e generalizado porque impõe, pela força de uma arte refinada, uma reflexão, um espelho, uma indagação séria sobre o que estamos vivendo.
Continuo achando que a arte de Marcelo d'Salete é européia, mas na vertente do que a Europa tem de melhor: o refinamento causado por uma evolução artística que cobre já milhares de anos. É meio surpreendente encontrar isso por aqui.
Marcelo me presenteou com seu livro de histórias, Noite Luz (ed. Via Lettera), devidamente autografado. Li e coloquei na estante, entre um Enki Bilal e um Hugo Pratt. É o lugar de honra da minha estante porque fica na altura dos olhos, fácil de pegar para reler.
http://www.verbeat.org/blogs/sic/

 

02/11/09

Sexta, 06.11, tem vários lançamentos na livraria HQMIX. Vai rolar o lançamento do livro do brother
Bruno Azevêdo, Breganejo Blues, que recomendo, ótima literatura. Além disso, tem mais outros dois
lançamentos da revista Graffiti. Estou participando com uma história curta de 2 páginas na Graffiti n. 20.
Vejo vocês por lá.

 

26/10/09

Esta imagem é parte de uma nova HQ de cerca de 19 páginas sobre um celular.

 

12/10/09

Estas são duas imagens para o livro Os Natos de Beto Junqueyra da Companhia Editora Nacional.